Evento realizado no auditório do Senai apresenta desde Barco voador a propostas para ampliação das rotas aéreas partindo de Manaus.

A Coordenadoria de Infraestrutura, Transporte e Logística da FIEAM realizou a segunda edição deste ano do FÓRUM DE LOGÍSTICA DO AMAZONAS nesta terça-feira, 13, desta vez a 6ª edição trouxe como tema Oportunidades de Negócios para o Modal Aéreo, um evento coordenado pelo professor Augusto César Rocha, diretor adjunto da FIEAM e responsável pela coordenadoria na FIEAM, idealizador do evento quem moderou as exposições. O Fórum contou com o apoio do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) e Universidade Federal do Estado do Amazonas (UFAM).

Nelson Azevedo, presidente da mesa, comentou que a atividade das coordenadorias da FIEAM e desta coordenadoria em especial é fundamental para contribuir com as empresas, “o conhecimento para aumentar a competitividade tanto nas questões de custo quanto para trazer o conhecimento para os aspectos operacionais destas empresas que participam do evento para a logística do Amazonas pelo modal aéreo que tem crescido em importância no Brasil”.

Fizeram parte desta mesa o presidente em exercício da FIEAM naquela ocasião e presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Manaus (SIMMMEM), Nelson Azevedo, o gerente de Cargas do Aeroporto de Manaus, Thiago Brandão; Celso Squilant, gerente geral de Cargas Internacionais da Azul Cargo e Brizamar Aguiar, da startup AeroRiver que participaram do evento presencial no auditório do Senai, localizado no Distrito Industrial com lotação máxima formada por empresários e executivos da indústria e do comércio.

O professor Augusto César fez um resumo do setor aéreo nacional, “é um momento de transformação interessante, nós temos nove em cada dez passageiros transportados no Brasil hoje estão sendo transportados em aeroportos com operadores privados, então há uma mudança na dinâmica, a Infraero não está mais com a coordenação total no Brasil, a gente tem isso como algo positivo porque o governo federal vem com um investimento declinante nos últimos anos no setor de transporte, a gente ficou muito contente com a Vinci operando o aeroporto de Manaus; e no aeroporto de Belém a Aena, espanhola, assumiu há alguns dias um dos blocos de aeroportos no Brasil”, resumiu.

Barco Voador

Voando em baixas altitudes por cima dos rios, o Volitan, um “barco voador” promete encurtar as distâncias entre os municípios do Amazonas. Uma viagem de 12 horas de lancha expressa ou de 1h10 em avião convencional de Manaus até Parintins, equivalente a 437 quilômetros por via fluvial, deverá levar apenas 3 horas de duração com um custo baixo de combustível estimado em R$ 28,57 por passageiro. A capacidade do modal é de transportar até 10 passageiros ou até 1 tonelada de carga com a possibilidade de pousar no rio. “Hoje nós temos um protótipo em escala reduzida de 1 para 6 que ainda vai receber a parte eletrônica, a previsão é de apresentar até o fim deste ano para teste e operação que vai servir como calibragem para o veículo em escala 1 para 1, previsto para estar pronto em 2024”, adiantou Brizamar, do time AeroRiver. Mais informações: https://www.linkedin.com/company/aeroriver

Uso híbrido de aeronaves

O gerente geral de Cargas Internacionais da Azul anunciou que em outubro ou dezembro haverá um novo voo de Manaus a Fort Lauderdale, na Flórida. “Durante a pandemia a gente começou a trabalhar com o que tinha de oportunidade, muitas das aeronaves ficaram estacionadas em aeroportos no Brasil e ao mesmo tempo a gente tinha todas essas 160 aeronaves para usar de uma forma criativa, nessa época nós conseguimos licença da Anac para operar o A320 com carga no assento, o A330 com cargas no assento e a gente começou a trabalhar com o ATR Quick Change, que você retira todos os bancos da aeronave e torna essa aeronave num cargueiro, hoje a gente voa para mais de 150 aeroportos e estamos presentes em 80% do mercado”, relatou.

Operação do TECA

Operações do Teca no aeroporto Eduardo Gomes pela Vinci Airports foi tema do painel apresentado pelo gerente geral da Vinci, concessionária francesa responsável pela operação de aeroportos na região norte e nordeste, Thiago Brandão, que atualizou os participantes do Fórum sobre os projetos e melhorias nas operações aplicadas pela concessionária no Amazonas. “A gente espera aumentar estes números e ampliar as rotas aqui para a região norte, há várias negociações em curso para que isso aconteça e aqui no debate foi até mencionada a criação de um Hub Logístico em Manaus e é isso o que vai acontecer no futuro, temos um projeto importante há médio prazo”, apresentou.

Atualmente são processadas cerca de 141 mil toneladas no terminal de cargas do aeroporto internacional de Manaus, em termos de crescimento o número foi de 8% em relação a 2020 com previsão de fechar em 2% a 3% este ano e 63% é a participação do Polo Industrial de Manaus (PIM) dentro da cadeia logística do TECA, em eletroeletrônicos.

Ao final houve 30 minutos de debate entre os expositores deste evento e alguns presentes na platéia do auditório.

Fonte: Comunicação SIMMMEM

Texto: Fabíola Abess

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