Com apoio do CORECON-SP, o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) promove, no dia 6 de outubro, em São Paulo, a Conferência ZFM 2050 – Agenda Estratégica para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia. O encontro reunirá lideranças empresariais, economistas, representantes do setor público, pesquisadores e a sociedade civil no auditório do conselho paulista, no centro da capital, para discutir o futuro econômico, a competitividade regional e os impactos da Reforma Tributária.

A conferência terá como eixo central a apresentação do documento “Zona Franca de Manaus 2050: Agenda Estratégica para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia”, que propõe diretrizes de longo prazo conectando inovação tecnológica, expansão da bioeconomia e a preservação da floresta. O debate ganha força no momento em que o Amazonas busca consolidar e expandir iniciativas sustentáveis já existentes no estado.

Atualmente, o modelo ZFM atua como um dos principais vetores de conservação ambiental da região, garantindo a preservação de cerca de 95% da cobertura florestal nativa do Amazonas ao concentrar a atividade econômica no polo industrial e reduzir a pressão pelo desmatamento. Além da proteção passiva, o estado vem avançando no fortalecimento de sua rede de Unidades de Conservação (UCs), na implementação do Sistema Estadual de Unidades de Conservação (SEUC) e no desenvolvimento de programas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), como o Bolsa Floresta/Bolsa Floresta Cidadã. A economia local também já conta com o impulso da Lei Estadual de Incentivo à Bioeconomia e investimentos em P&D voltados ao uso sustentável da biodiversidade amazônica por meio de polos de inovação e do ecossistema de startups locais.

O primeiro painel do evento abordará justamente como transformar esses ativos ambientais e econômicos em oportunidades de longo prazo. A mesa contará com a participação de Márcio Holland, professor da FGV EESP e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, e de Mary Elbe Queiroz, presidente do Instituto Pernambucano de Estudos Tributários (IPET) e membro da Academia Nacional de Economia, sob moderação de Lúcio Flávio Morais de Oliveira, presidente-executivo do CIEAM.

“A discussão sobre a Zona Franca de Manaus em uma perspectiva de longo prazo passa pela capacidade de combinar competitividade, inovação e sustentabilidade. A Amazônia possui ativos econômicos e ambientais únicos, e o desafio para as próximas décadas é transformar essas vantagens em desenvolvimento, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e novas oportunidades, sem perder de vista a conservação da floresta”, destaca Holland.

A segunda parte da programação será dedicada ao tema “Reforma Tributária, Zona Franca de Manaus e a Segurança Jurídica”, focado nos efeitos da nova estrutura tributária sobre as garantias constitucionais do modelo e na previsibilidade para novos investimentos.

Moderador do painel, o advogado tributarista e membro do Conselho Superior do CIEAM, Jeanete Portela, reforça a relevância da estabilidade institucional durante o período de transição: “Para quem investe, produz e gera empregos na região, é fundamental que as regras sejam claras, previsíveis e capazes de assegurar as vantagens competitivas constitucionalmente garantidas ao modelo. Essa estabilidade é essencial não apenas para as empresas que já estão instaladas no Amazonas, mas também para a atração de novos investimentos e para o planejamento do desenvolvimento da região nas próximas décadas”.

O credenciamento para o evento começa às 13h30, com abertura prevista para as 14h. A mesa de abertura contará com a presença de Luiz Augusto Rocha, presidente do Conselho Superior do CIEAM; Marcos Bento, presidente da ABRACICLO; e Haroldo Silva, presidente do CORECON-SP.

Sobre o CIEAM

O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) é uma entidade empresarial com personalidade jurídica, ligada ao setor industrial, que tem por objetivo atuar de maneira técnica e política em defesa de seus associados e dos princípios da economia baseada na Zona Franca de Manaus (ZFM). Implementada pelo governo federal em 1967, com o objetivo de viabilizar uma base econômica no Amazonas e promover melhor integração produtiva e social entre todas as regiões do Brasil, a Zona Franca de Manaus é um modelo de desenvolvimento regional bem-sucedido que devolve aos cofres públicos mais da metade da riqueza que produz. Atualmente, são 600 empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM). O estado do Amazonas tem 578.208 mil empregos, dos quais 134 mil são diretos do PIM e garantem a preservação de 97% da cobertura florestal do Amazonas. Encerrou 2025 com um faturamento de R$ 228 bilhões.

Fonte: VC Online

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