Ferramenta do GLOBO estima o percentual de cobrança para a alta renda. Nova regra vale para contribuintes com ganho anual acima de R$ 600 mil
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês. O projeto criou também uma alíquota mínima para a alta renda. Não se trata de um percentual adicional, mas, sim, de um patamar mínimo de IR para os contribuintes com ganho acima de R$ 600 mil por ano. Essa alíquota sobe numa “escadinha” até chegar a 10% para quem ganha mais do que R$ 1,2 milhão anuais. Confira abaixo a alíquota no seu caso.
Quem ganha até R$ 5 mil ficará isento de Imposto de Renda. E haverá alívio também para quem ganha até R$ 7.350. Calculadora do GLOBO mostra quanto os contribuintes com este perfil vão economizar, clique aqui e confira.
Diferentes perfis de contribuinte
A nova alíquota mínima para a alta renda representa uma mudança na sistemática de cobrança do IR. Não significa que haverá aumento de tributação para todos. Quem hoje já paga IR acima desse patamar mínimo, como no caso dos contribuintes que têm a maior parte da sua renda oriunda de salários, não deverá sentir nenhuma mudança.
Por sua vez, quem pagará mais com a nova alíquota mínima serão os contribuintes cuja renda venha predominante do lucro de empresas, tipo de rendimento que atualmente não paga IR na pessoa física.
É o caso de sócios de microempresas optantes pelo Simples. Ou de profissionais liberais que prestam serviços por meio de empresas enquadradas neste regime, disponível para as firmas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.
A nova alíquota mínima terá uma escadinha, com alíquotas que sobem de acordo com o patamar de renda:
| Renda anual (R$) | Alíquota (%) |
| 600.000 | – |
| 650.000 | 0,833% |
| 680.000 | 1,333% |
| 700.000 | 1,667% |
| 800.000 | 3,333% |
| 850.000 | 4,167% |
| 950.000 | 5,833% |
| 1.000.000 | 6,667% |
| 1.200.000 | 10% |
O Ministério da Fazenda estima que a nova sistemática só vai aumentar a tributação para 141 mil contribuintes, que estão no topo da pirâmide de distribuição de renda.
Fonte: O Globo



