O Amazonas tem um dos piores índices de desemprego do Brasil. O Estado está na sétima colocação com uma taxa de desocupação de 7,6%, perdendo só para Pernambuco – que lidera a lista -; Amapá, Bahia, Distrito Federal, Sergipe e Alagoas.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (14/11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e são referentes ao terceiro trimestre de 2025. 
Veja os dez Estados com os piores índices de desemprego:
1 – Pernambuco: 10%;
2 – Amapá: 8,7%;
3 – Bahia: 8,5%;
4 – Distrito Federal: 8%;
5 – Sergipe: 7,7%;
6 – Alagoas: 7,7%;
7 – Amazonas: 7,6%;
8 – Rio de Janeiro: 7,5%;
9 – Rio Grande do Norte: 7,5%;
10 – Piauí: 7,5%.
Por outro lado, mesmo com taxas altas de desocupação, Bahia, Distrito Federal, Rio Grande do Norte e Sergipe ainda conseguiram ficar entre as 11 Unidades da Federação que atingiram, no terceiro trimestre do ano, os menores índices de desemprego registrados desde 2012, quando começou a série histórica do IBGE. Os outros Estados que completam a lista são Ceará, Espírito Santos, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Sul e Tocantins.
As 11 Unidades da Federação se situam no mesmo status do Brasil como um todo, que terminou o terceiro trimestre com o menor desemprego já registrado pela série histórica – 5,6% -. conforme divulgou o IBGE no fim de outubro.
Apesar de Santa Catarina não constar na lista de menor taxa de desemprego já apurada, o Estado figura, ao lado do Mato Grosso, como a menor desocupação do país: 2,3%. Esse patamar representa elevação na comparação com o segundo trimestre (2,2%). O IBGE classifica essa variação como “estabilidade”.
A pesquisa
Segundo o IBGE, a Pnad apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.
Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os Estados e no Distrito Federal.
Confira as taxas de desocupação de todas as UF
Santa Catarina: 2,3%
Mato Grosso: 2,3%
Rondônia: 2,6%
Espírito Santo: 2,6%
Mato Grosso do Sul: 2,9%
Paraná: 3,5%
Tocantins: 3,8%
Minas Gerais: 4,1%
Rio Grande do Sul: 4,1%
Goiás: 4,3%
Roraima: 4,7%
São Paulo: 5,2%
Brasil: 5,6%
Maranhão: 6,1%
Ceará: 6,4%
Pará: 6,5%
Paraíba: 7,0%
Acre: 7,4%
Piauí: 7,5%
Rio Grande do Norte: 7,5%
Rio de Janeiro: 7,5%
Amazonas: 7,6%
Alagoas: 7,7%
Sergipe: 7,7%
Distrito Federal: 8,0%
Bahia: 8,5%
Amapá: 8,7%
Pernambuco: 10%
Estrutura econômica
Ao comentar o cenário dos Estados com menores taxas de desocupação, o analista da pesquisa, William Kratochwill, apontou que esses Estados apresentam patamares historicamente menores.
“A estrutura econômica dessas regiões é a principal explicação para terem números tão baixos, porque cada um tem uma característica diferente”, diz.
“Santa Catarina, por exemplo, é a unidade da federação que tem o maior percentual de pessoas contratadas na indústria, completou.
Para explicar por que Estados do Nordeste apresentam taxas de desemprego mais altas, o analista do IBGE lembrou que a região é “sabidamente menos desenvolvida economicamente”, além de baixa escolarização. “Isso talvez seja um empecilho para que se desenvolva mais economicamente, uma vez que falta mão de obra qualificada para a economia crescer”, disse.
Carteira assinada
O levantamento aponta que oito Unidades da Federação apresentam percentual de empregados com carteira assinada no setor privado superior à média do Brasil (74,4%). São elas:
Santa Catarina: 88,0%
São Paulo: 82,8%
Rio Grande do Sul: 82,0%
Mato Grosso do Sul: 80,8%
Paraná: 80,7%
Mato Grosso: 78,9%
Rio de Janeiro: 76,7%
Distrito Federal: 76,3%
Sete Estados não chegam a 60% dos empregados com carteira assinada:
Maranhão: 51,9%
Piauí: 52,4%
Paraíba: 55,3%
Pará: 56,8%
Acre: 58,1%
Ceará: 58,9%
Bahia: 59,3%
Fonte: Panorama Real



