“Religião, dinheiro, política, etnia e agora pandemia… está na hora de usar o bom senso e a decência para superar divergências, unir forças e encontrar respostas em clima de comunhão.”

——Por Nelson Azevedo (*) ——

“Éramos todos humanos até sermos divididos pela religião, separados pela etnia, carimbados pela política e classificados pelo dinheiro. E agora nos descobrimos somos iguais pela pandemia”. Li essa frase, sem identificação precisa, nas redes sociais destes dias de recolhimento. Daria para acrescentar, na busca de informações confiáveis, em que fomos bombardeados pela desinformação: qual a direção? Esse vazio dê respostas, também nos nivela e atormenta. Num contexto de incertezas e ansiedade  coletiva, somos terreno fértil para as soluções de bolso e da consequente manipulação. Religião, dinheiro, política, etnia e agora pandemia… está na hora de usar o bom senso e a decência para superar divergências, unir forças e encontrar respostas em clima de comunhão.

Saúde física e econômica

É falso esse enigma que contrapõe a sobrevivência das pessoas à manutenção da economia. Não há conflito. E sim necessidade de interlocução coerente e gestão competente. Afinal, os instrumentos de resguardo à vida são assegurados e fornecidos pela economia. Sem recursos ninguém adquire instrumentos essenciais para o tratamento dos pacientes e do time de responsáveis tecnicamente pela recuperação, nossos heróis da área médica e hospitalar. E mais: não iremos assegurar o funcionamento dos serviços de pesquisas que se utilizam da Ciência para avançar na produção de vacinas ou medicamentos de detenção ou redução das mazelas da pandemia.  Esta é uma cruzada e interinstitucional que tem lances de muita gratificação diante do exército de voluntários e doadores que crescem e aparecem em profusão.

Somatório de habilidades 

Não temos escolha nem razões de indecisão, entretanto, sobre a necessidade simultânea e incessante de cuidados para não deixar a economia entrar em colapso. Temos, sim, que exaltar as entidades que se mobilizam para ocupar espaço de protagonismo para solução dos problemas da saúde e da sobrevivência econômica do tecido social. Atuando no exército de voluntários na operação combate à Covid-19, poderemos otimizar recursos, criar e gerenciar soluções tecnológicas e inovadoras. E emprestar nossa habilidade em racionalizar despesas e expandir resultados.

Cruzada da solidariedade e da autonomia 

E mais: não podemos deixar para depois alertas  de extrema importância: ampliar conclamação por todos os meios para que o setor financeiro integre essa cruzada pela vida humana e pela sobrevivência da economia. Os bancos não podem transformar a pandemia em oportunidades de aumento de seus dividendos. E outro alerta diz respeito à urgência de medidas em apoio à recuperação da indústria nacional. A crise dos suprimentos vindos da Ásia nos obriga a buscar soluções imediatas e domésticas. Nós podemos e devemos apontar nessa direção. Por uma questão de bom senso, decência e sobrevivência.

(*) Nelson é economista, empresário e vice-presidente da FIEAM, Federação das Indústrias do Estado do Amazonas e presidente do Sindicato da Sindicato das Indústrias Metalúrgicas Mecânica e de Material Elétrico de de Manaus 

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