O evento reuniu acadêmicos da região, sociedade civil e representantes do setor produtivo, que apresentaram alternativas para a recuperação da rodovia

Amariles Gama

online@acritica.com
11/12/2023 às 20:14.

Atualizado em 11/12/2023 às 20:14

Com o objetivo de construir um projeto que una infraestrutura e sustentabilidade, o Ministério dos Transportes realizou nesta segunda-feira (11), em Manaus, a 2ª reunião do grupo de trabalho que debate as soluções e alternativas de recuperação da BR-319, rodovia que liga o Amazonas ao restante do país.

O evento reuniu acadêmicos da região, sociedade civil e representantes do setor produtivo, que apresentaram alternativas para a recuperação da rodovia. Coordenada pelo Ministério dos Transportes, a reunião ocorreu na sede do Dnit, no bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus, e foi conduzida pelo secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro.

De acordo com o secretário-executivo, a intenção é diminuir o prazo para licenciar a recuperação da rodovia. Mas, para isso, segundo ele, é preciso ouvir as sugestões de todos os interessados, para depois, dialogar com os órgãos de licenciamento e discutir a viabilidade das propostas e o que seria necessário para sua aprovação.

“Diferentemente do passado que a gente apresentava um projeto e eles diziam que estava ruim, a nossa ideia é construirmos um projeto em que tenha mão de todos os envolvidos, inclusive, dos órgãos de licenciamento”, destacou Santoro.  

O secretário destacou ainda que, durante a construção do projeto, é necessário analisar todas as dimensões que o modal de transporte tem: dimensões de saúde pública, de desenvolvimento regional e segurança nacional, além das dimensões sociais e econômicas.

Durante a reunião, o presidente-executivo do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Lúcio Flávio de Oliveira, citou as dificuldades de logísticas que foram enfrentadas pela indústria em decorrência da estiagem severa no estado este ano.

“Infelizmente, este ano nós chegamos à conclusão de que estamos completamente isolados. Não temos rodovia, não temos ferrovia e não temos também hidrovia. Nós não temos a condição de navegabilidade permanente durante o ano. Então, para a indústria é importante [a recuperação da BR-319] como opção, porque esse ano nós ficamos sem opção”, destacou Lúcio Flávio.

Com cerca de 918 quilômetros de extensão, a BR-319 tem a trafegabilidade piorada durante o período chuvoso no Amazonas, que já começou. Essa questão foi destacada pelo superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) do Amazonas, Orlando Fanaia, que ressaltou a importância de recursos para a manutenção da rodovia, até que o empreendimento seja realizado.

A ministra do Meio Ambiente e das Mudanças do Clima, Marina Silva, e seus posicionamentos sobre a BR-319 também foram citados na reunião. O deputado Sinésio Campos criticou a ministra e disse que Marina deve um pedido de desculpas ao povo amazonense pela declaração em que ela disse que a população quer a recuperação da rodovia para “passear”, porque a rodovia não tem viabilidade econômica e ambiental.

“Eu quero que ela peça desculpas ao povo da Amazônia, porque a BR-319 não é só um local de passeio, é um local que dá o direito a todo cidadão e cidadã a se movimentar, trazer riqueza e levar riqueza para o país”, defendeu o deputado.  

Também participam do encontro o subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, Cloves Benevides; a secretária nacional de Transporte Rodoviário, Viviane Esse; e a secretária nacional de Fomento e Planejamento, Gabriela Avelino. Esta é a segunda reunião do grupo de trabalho que debate as soluções e alternativas para melhorar a infraestrutura da BR-319, que liga o Amazonas a Rondônia.

A próxima reunião está prevista para acontecer em Porto Velho (RO), ainda sem data definida. Os próximos encontros devem reunir órgãos técnicos para discutir a viabilidade das propostas apresentadas até o momento.

Fonte: Acritica

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