Nível crítico da seca nos rios do Amazonas fez empresa interromper viagens com cargas para Manaus.

O nível crítico da seca nos rios escalou, nas últimas 24 horas, com o cancelamento de viagens de navios que transportavam cargas para o comércio e as empresas do Polo Industrial de Manaus. Em nota encaminhada os empresários locais, a Aliança Navegação e Logística Ltda informou que interrompeu os serviços destinados à capital amazonense.

Segundo a empresa, a medida é necessária uma vez que o Rio Amazonas atingiu um nível que inviabiliza a continuidade das operações marítimas dos serviços ALCT 1 e ALCT 3.

A rota marítima ALCT 1 é semanal e liga o Norte e o Sudeste do país, tendo Manaus e Pecém (Ceará) como ligação entre o Polo Industrial e os demais estados do Brasil. Normalmente, o tempo de trânsito entre os dois portos é de 5 dias.

Já a rota marítima ALCT 3 é quinzenal e faz o caminho do Nordeste para o Norte, sendo realizada por um navio e dispõe de uma conexão via balsa com o porto de Vila do Conde (Pará).

A Aliança monitora o nível dos rios do estado nos períodos de vazante, desde 2016, e observou níveis anormais este ano.

Confira a evolução da profundidade

seca no Amazonas

As cargas dos navios Sebastião Caboto/338N (SECAB) e Fernão de Magalhães/339N (FERMA) com destino a Manaus serão descarregadas em Vila do Conde (Pará) em 14/10 e em Pecém (Ceará) em 12/10, respectivamente.

Não há previsão de reembarque para essas cargas, pois é necessário aguardar a retomada do serviço que, segundo a Aliança, tem expectativa de reestabelecimento das escalas no porto de Manaus, com capacidade restrita, somente a partir da semana 46, que vai de 13 a 19 de novembro de 2023.

Dessa forma, é lógico dizer a interrupção dos serviços deverá afetar o Polo Industrial de Manaus.

seca no Amazonas

Além disso, o navio Log-in Polaris/100N (LIPOL) não atracará em Manaus, e seu plano de contingência será comunicado posteriormente.

Para manter o fluxo de mercadorias entre o Amazonas e o Brasil, a empresa ofereceu uma alternativa de transporte rodo-fluvial-navio de Vila do Conde (Pará) a Manaus, exceto para cargas perigosas e refrigeradas.

Nesse caso, a carga será transferida para uma balsa até Manaus, e então entregue em caminhões.

O processo será o inverso para embarques originados em Manaus.

Essa solução já está disponível para as cargas a bordo do navio Sebastião Caboto/338N (SECAB) e a partir de 1° de novembro para os demais navios.

Fonte: Real Time 1

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