Material mapeia inovações atualmente disponíveis em diferentes áreas, para otimizar o ambiente urbano, visando eficiência no uso dos recursos e melhoria no atendimento.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou o estudo ‘Propriedade Intelectual — dados & fatos — Cidades Inteligentes, que traz um panorama mundial de patentes associadas a ‘Cidades Inteligentes’, nos principais campos tecnológicos: conectividade, segurança, mobilidade e sustentabilidade.

O levantamento, direcionado a gestores públicos e ao setor privado, mapeia quais são os principais agentes que estão realizando investimentos e pesquisa nessas tecnologias, e a evolução do interesse pelo tema nos últimos tempos no Brasil e no mundo.

O ‘PI — dados & fatos — Cidades Inteligentes é resultado da parceria do MDIC com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), por meio do Núcleo de Inteligência em Propriedade Industrial (NIPI), colegiado vinculado ao MDIC.

A secretária de Competitividade e Políticas Regulatórias (SCPR) do MDIC, Andrea Macera, explica que o papel da SCPR é promover a competitividade da economia nacional através da melhoria do ambiente regulatório no país.

Dentro do MDIC, a secretaria atua transversalmente, considerando aspectos da política industrial, comércio exterior e economia verde, dentre outras.

“O NIPI está alinhado ao objetivo da SCPR, produzindo estudos de interesse para a formulação de políticas públicas diversas a partir de bases de dados de propriedade intelectual. Além do estudo sobre ‘Cidades Inteligentes’, o NIPI também produziu estudos sobre Bioinsumos da Amazônia e sobre Inteligência Artificial, todos de interesse para as políticas do Governo Federal”, afirma Andrea Macera.
As ‘Cidades Inteligentes’ usam a inovação de forma mais abrangente (tecnologia, infraestrutura, logística) para melhorar o ambiente urbano, segundo conceito trago pelo estudo. Esse universo agrega conceitos, como dos veículos autônomos e conectados, internet das coisas (5G), realidade aumentada e virtual, e-health, entre outros.

“O NIPI elaborou esse estudo com o intuito de identificar tecnologias e atores para ter um panorama do desenvolvimento tecnológico em áreas relacionadas ao setor, por meio da análise de depósito de pedidos de patentes”, explica a pesquisadora em propriedade industrial do INPI, Flávia Romano.

O material mostra que, na área de tecnologia das ‘Cidades Inteligentes’, o domínio atual é da China, Estados Unidos da América, Coreia do Sul e Japão.

O trabalho reconhece o crescimento recente no número de patentes nessa área de conhecimento no Brasil. Indica, entretanto, a necessidade de fortalecer o foco a questões mais próximas da realidade nacional, em temas tropicalizados, como energias renováveis e o combate a doenças endêmicas, além dos desafios de garantir maior acessibilidade, comunicação e melhores serviços em locais de difícil acesso.

Pelo estudo, hoje o Brasil possui 6 projetos patenteados de ‘Internet das coisas’; e 3 projetos em E-Health. E não há, por exemplo, projetos de ‘veículos conectados’ e ‘Realidade aumentada e virtual’, áreas com grande potencial de crescimento, tanto para implantação em cidades brasileiras como para a realização de parcerias comerciais.

O economista da ABDI, Rogério Dias Araújo, lembra que subsidiar políticas públicas capazes de estimular o desenvolvimento produtivo e tecnológico, com enfoque no processo de transformação digital, faz parte dos objetivos da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial.

“Estudos como este são relevantes para o país, já que promovem a melhoria dos ambientes urbanos e seu crescimento econômico e sustentável, com a incorporação e uso de tecnologias de vanguarda”, aponta Araújo.
A realização de estudos de interesse para formulação de políticas públicas, a partir das bases de dados de propriedade intelectual pelo NIPI, é uma ação prevista na ‘Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual (ENPI)’, cuja governança está a cargo do Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual (GIPI), presidido pelo MDIC.

Na pasta, a Secretaria de Competitividade e Políticas Regulatórias possui a atribuição para a formulação de políticas públicas de propriedade intelectual.

Os autores do estudo “PI — dados & fatos — Cidades Inteligentes” são Flávia Romano Villa Verde, Cristina d’Urso de Souza Mendes Santos e Júlio dos Santos Moreira de Souza, pelo INPI; Graziele Cristina Silveira Zerbini Costal e Stenio Moraes Gonçalves, pelo MDIC; e Jackson De Toni e Rogério Dias de Araújo, pela ABDI.

O que é uma Cidade Inteligente?

O estudo do NIPI também explica conceitos que definem as cidades inteligentes. “As Cidades Inteligentes usam a inovação de forma mais abrangente (tecnologia, infraestrutura, logística) para melhorar o ambiente urbano.

A tecnologia faz muita diferença, mas as melhorias também precisam de outros aspectos na área de gestão, planejamento de espaços urbanos, além do engajamento dos cidadãos. No conceito de Cidades Inteligentes, portanto, o que se busca é uma interação positiva entre pessoas e tecnologia”, cita o material.

Em uma Cidade Inteligente há um aumento da interação entre a comunidade e a infraestrutura da cidade, assim como no monitoramento do que está acontecendo. A tecnologia é usada para otimizar os serviços urbanos, dando eficiência aos custos e ao consumo de recursos.

O tema “Cidades Inteligentes” remete a um movimento de transformação digital que pode revolucionar como os centros utilizam a tecnologia da informação e a conectividade na gestão de sua infraestrutura e na prestação de serviços à sociedade.

Fonte: Real Time 1

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