Uma importante medida para tentar reduzir os impactos da destinação de tantos resíduos sólidos descartados no meio ambiente é a logística reversa. A responsabilidade por essa gestão não é apenas do poder público, mas também de empresas e consumidores.

A logística reversa é o ciclo de volta de um produto: ele retorna à empresa, depois de consumido pelo cliente, para reaproveitamento ou descarte adequado. Isso pode ser feito com baterias de carro, eletroeletrônicos, medicamentos e óleo lubrificante.

Na avaliação do diretor executivo da Ong Menos1 Lixo, Wagner Andrade, a Logística Reversa funciona quando os elos da cadeia produtiva estão integrados, em sintonia.

O consumidor fazendo boas escolhas de consumo, separando os materiais e destinando para coleta seletiva. O município com uma infraestrutura dedicada e apropriada para coletar esse material. Os compradores. os recicladores preparados para reinseri-los na cadeia e a indústria produzindo materiais cada vez mais com taxa de reciclagem significativa, investindo nessa cadeia. Então, quando esses elos todos estão estruturados conectados, a gente tem a possibilidade de ver um resíduo que sai de uma indústria, e como produto volta para essa mesma indústria depois da sua jornada de consumo”.

No Brasil, as latas de alumínio de cervejas e refrigerantes, por exemplo, estão em padrões favoráveis. No ano passado, mais de 97% dessas latinhas foram recicladas.

É papel da sociedade consumidora devolver esses materiais para reutilização na cadeia produtiva. E é papel, também, da indústria, reutilizar esses produtos. E o setor industrial é responsável por promover esse tipo de logística. Algumas companhias nacionais já adotaram a logística reversa como a empresa de Cosméticos Natura e a Alpargatas, responsável pelos chinelos Havaianas.

A Diretora de Sustentabilidade da marca, Zezé de Martini, explica que as lojas participantes têm coletores para os clientes depositarem os chinelos que não usam mais.

“Ao invés de virar lixo, essas sandálias são transformadas em outros produtos como tapetes, pneus maciços utilizados em carrinho de mão e mobiliários revestidos de mantas de borracha, como os bancos e prateleiras presentes em nossas lojas. Além disso, toda a rota logística do programa foi estruturado para ser carbono zero, com o uso de bicicletas na coleta de algumas lojas e da compensação do carbono medido por outros modais, por meio do plantio e da preservação de árvores na Amazônia”.

Após uma triagem, os chinelos de borracha podem ser doadas ou seguem para cooperativas de reciclagem. Segundo Zezé de Martini, mais de 1,3 mil famílias já foram beneficiadas com a iniciativa, que já reciclou mais de 60 mil pares.

Entre os produtos que mais seguem o ciclo de volta às indústrias, estão pneus, óleos lubrificantes, baterias de carros, lâmpadas fluorescentes, medicamentos e materiais de construção.

Fonte: AGÊNCIA BRASIL

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