Por: Marcio Siqueira
Um estudo nacional encomendado pela TOTVS e conduzido pela H2R Insights & Trends revela que 50% das companhias já utilizam a Inteligência Artificial (IA) no dia a dia, mas apenas 7% medem seu retorno sobre investimento (ROI).
O dado acende um alerta: a IA está presente, mas ainda é usada mais como ferramenta de apoio do que como motor estratégico de transformação.
Segundo a pesquisa, 71% das empresas estão apenas no estágio inicial de adoção, enquanto 25% dizem estar em nível intermediário e somente 4% se consideram avançadas.
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Na prática, a maior parte das companhias tem enxergado a IA como um recurso tático, usado sobretudo para criação de conteúdo e automação de tarefas.

Adoção sem estratégia definida
O estudo mostra que a inteligência artificial generativa é a face mais visível da tecnologia nas empresas, especialmente no uso de chats e plataformas integradas.
Apesar disso, apenas 10% afirmam utilizar IA de maneira altamente estratégica. Outros 21% reconhecem que o uso é pouco estratégico, enquanto 19% apontam um estágio intermediário.

Outro ponto crítico é a falta de métricas. Além dos 7% que medem o ROI, 11% usam indicadores de negócio e 20% acompanham apenas indicadores operacionais.
Já 24% sequer têm qualquer tipo de métrica definida. Isso dificulta justificar novos investimentos e limita o impacto real da tecnologia.

As principais barreiras para avançar na adoção são conhecidas: segurança, custos de implementação e falta de conhecimento técnico.
Mesmo assim, há sinais promissores. Mais de 70% das empresas, incluindo as que ainda não utilizam IA, já têm familiaridade média ou alta com o conceito de agentes de inteligência artificial, o que mostra um campo fértil para evolução nos próximos anos.

No momento, o impacto mais percebido está na operação: agilidade, otimização de processos e redução de falhas. Já efeitos mais estruturais, como aumento de receita e redução de custos, ainda aparecem de forma tímida.
O estudo conclui que a IA no Brasil está em fase de aprendizado: mais presente nas rotinas, ainda pouco usada como eixo estratégico dos negócios.
Fonte: Real Time 1



