Pela primeira vez na história, mais de 10% das
empresas da Fortune 500 têm CEOs mulheres

Embora o número de mulheres em cargos de liderança tenha aumentado significativamente nos últimos anos, há um consenso de que o caminho para reduzir a disparidade no mercado de trabalho é longo e tortuoso. Pesquisa da revista Fortune informa que, em 1º de janeiro de 2023, mais cinco mulheres passaram a ocupar cargos de CEOs (diretoras executivas) em empresas do ranking Fortune 500 –grupo das 500 maiores empresas dos EUA –, totalizando 53 mulheres em tal posição nesse conjunto de companhias. Pela primeira vez na história, mais de 10% das empresas da Fortune 500 têm CEOs mulheres – porcentagem que ficou em 8% por muito tempo.

Caminho parareduzir a disparidade no mercado de trabalho ainda parece ser longo e tortuoso

A situação de diversidade de gênero no topo dos negócios não é muito melhor no Brasil e também está distante do patamar de igualdade. Os dados mais recentes do levantamento periódico da consultoria Spencer Stuart revelam que, em 2022, apenas 13% dos cargos de CEO eram ocupados por mulheres, sendo que esse percentual estava em apenas 6%, em 2021. Não há sondagens a respeito do panorama no Amazonas em geral, e no PIM em particular, mas a análise empírica leva a crer que os números são ainda mais acanhados em âmbito local, com vários fatores contribuindo para isso, inclusive a tradição cultural das empresas.

Diretora da Impram (Impressora Amazonense) e conselheira e diretora da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Régia Moreira é uma das poucas mulheres hoje no comando de empresas do Polo Industrial de Manaus. Ela concorda que as mulheres vêm conquistando espaço no mercado de trabalho e frisa que o ritmo ainda está longe do ideal. Mas, reconhece que transformar valores e mudar comportamentos ainda arraigados na sociedade não é tarefa fácil. “A solução passa pelo engajamento de todos: empresas, governos e indivíduos”, afiançou. Ela garante que contratar uma liderança feminina oferece diversos benefícios à organização, já que as mulheres são capazes de entregar as tarefas designadas em tempo hábil; são flexíveis diante de novas ideias; são participativas e contribuem com sugestões para mudanças estratégicas; e, acima de tudo, conseguem vencer dificuldades e antecipar crises. “A mulher é detalhista, organizada e analítica. Consegue ter uma visão mais abrangente e, talvez por isso,
consiga conciliar os compromissos pessoais com a responsabilidade profissional. Também é capaz de lidar com desafios e transformá-los em oportunidades”, listou.

Ao falar de sua própria experiência, Régia admite que a caminhada não foi “regada a vitórias e flores” e que teve de lidar com muitos imprevistos e crises. Ela recomenda a valorização de jovens talentos em programas de aprendizes, estágios e trainees também faz parte da sua estratégia corporativa. “Aprendemos muito com o jeito de ser dessas novas gerações e certamente agregam no dia a dia. Não é fácil aceitar que somos estudantes permanentes.

Os valores femininos podem e devem propiciar uma melhor performance, com leveza e felicidade”, asseverou. “Atitudes e resiliência” A economista especializada em administração, e gerente administrativa de RH, controladoria, TI e manutenção predial da Nippon Seiki do Brasil (uma das fornecedoras de componentes para fabricantes de motocicletas do PIM), Francinete Lima Ramos Freire, esclarece que os cargos de diretor e presidente de empresas de origem asiática normalmente são ocupados por homens e preferencialmente de seu país de origem. A executiva acrescenta que, ao menos no segmento de componentes para motocicletas, ainda não há mulheres ocupando posição de diretoria, chegando no máximo ao cargo de supervisoras.

“Mas, estar à frente da gestão dos negócios de uma empresa de cultura japonesa no PIM e
que tradicionalmente é ocupado por homens, significa um grande privilégio. Quanto aos desafios de fazer parte de um ambiente totalmente masculino, me sinto respeitada e não vejo diferenciação de tratamento. A única dificuldade é quando vou a encontros de negócios, confraternizações e alguns eventos, e quando ainda não me conhecem. A primeira pergunta é se sou a tradutora dos japoneses ou sou a secretária”, confidenciou.
Francinete, que começou sua carreira no PIM aos 17 anos, avalia que a percepção aguçada
é uma das características femininas mais marcantes, possibilitando que a mulher perceba as atitudes antes das palavras.
Ela considera também que as mulheres costumam se destacar pela criatividade e comunicação, que são características importantes para os negócios, além do dom de serem multifuncionais, “um dos maiores diferenciais independentemente da posição”.

“As perspectivas começam pelas próprias mulheres. O mercado está aberto a todos. Nós, mulheres, temos de buscar, como todo e qualquer profissional, primeiramente a qualificação. Depois, precisamos ser mais arrojadas e buscar nosso espaço com atitudes e resiliência genuína, o que não é fácil. Precisamos parar de nos comportar como sexo frágil. Somos responsáveis pela forma que as pessoas nos veem, afinal. Nossas atitudes dizem quem somos”, frisou.
“Diferencial competitivo” Administradora com especialização em negócios internacionais, e gerente geral da Recofarma, Milena Perez, salienta que ser mulher e estar à frente da gestão de negócios no PIM significa uma conquista e ao mesmo tempo uma responsabilidade. “Tenho o privilégio de estar em uma empresa que busca fomentar o desenvolvimento dos talentos femininos e buscar ter cada vez mais mulheres na liderança. Temos 38% de mulheres na liderança e um contingente total de 36% formado por talentos femininos. A diversidade faz parte do DNA da Coca-Cola e sou um exemplo dessas iniciativas”, comemorou. Milena, que ocupou seu primeiro cargo de gerência aos 27 anos, concorda que, a despeito dos avanços, ainda se pode “contar nos dedos das mãos” a quantidade de mulheres à frente e indústrias do PIM. Ela, no entanto, comemora o fato de
que muitas empresas têm formalizado suas iniciativas de diversidade de gênero em seus planos estratégicos. Ressalta também que diversos estudos mostram que investir em profissionais mulheres desde a base de suas carreiras e em políticas inclusivas melhora o resultado financeiro das empresas.

“A diversidade promove mais criatividade e inovação e, consequentemente, produtividade e lucratividade. As mulheres buscam ter maior equilíbrio na tomada de decisões, tendo em consideração o lado do negócio e também o profissional. São mais inclusivas, o que promove ambientes de segurança psicológica, onde os profissionais estão mais comprometidos e dão o melhor de si. O resultado são processos e produtos sustentáveis e de alto nível e um diferencial competitivo. Mesmo sendo poucas, nós temos a responsabilidade social de inspirar e abrir caminho para mais mulheres”, arrematou.

Cresce o número de Empreendedoras

É cada vez maior o número de mulheres que aderem ao empreendedorismo feminino em Manaus e no país inteiro, seja no sucesso entre os negócios, nas finanças e até mesmo na política em geral. Estudos recentes do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), comprovou que o empreendedorismo no Brasil, no final do ano passado (2022), já sinalizava para avanços maiores de recuperação, depois de sofrer grave retração, ainda nos primeiros meses da pandemia.
Assim, outro estudo recente  realizado pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua destaca que após chegar a um total de 8,6 milhões no segundo trimestre de 2020, o nº de mulheres líderes nos negócios, fechou, o 4º trimestre de 2021, com 10,1 milhões, sendo portanto, o conhecido resultado no final de 2019, antes da vinda do período pandêmico.
Nesse sentido, diante de toda essa transformação, o Sebrae decide fazer o lançamento do Sebrae Delas, que é um Projeto dentro do Programa Nacional de Mulheres de Negócios, com a justificativa de atender ao público feminino de empreendedoras e seus respectivos empreendimentos. Segundo informações da Headhunter, Paula Pedrosa, “o aumento de mulheres em cargos de liderança tem acontecido em diversos setores e indústrias em todo o mundo, e, é impulsionado por tendências sociais e políticas. Não somente em cargos de liderança em empresas, como em cargos usualmente ocupados por homens, como também mais mulheres estão empreendendo e neste último caso impulsionado também por
conta da pandemia que vivemos recentemente. Empresas com mulheres em cargos de liderança tendem a ter melhores desempenhos financeiros e serem mais inovadoras e adaptáveis às mudanças do mercado, além da implementação de políticas de inclusão para atrair e reter talentos femininos em posições de liderança por muitas empresas.

Em Manaus, o número de mulheres empreendedoras vem aumentando a cada dia. No geral são mulheres que se destacam no setor da beleza, da alimentação, com novidades, na forma de notícias veiculadas em jornais, comércio, etc… tudo, feito com muito carinho, organização, eficiência na entrega, e sem contar com a vontade de crescer e expandir o negócio. A empreendedora Samila Pinheiro, vem desenvolvendo o próprio negócio com a comercialização de dindin em sua própria casa e que vem impactando no mercado local, com o aumento nas vendas, a cada dia. Ainda segundo Samila, a mesma possui um projeto chamado uma Nova Fonte de Receita que ajuda outras mulheres na revenda dos dindins. São 16 revendedoras já cadastradas. Possui ainda os canais de venda através do iFood, aplicativos de entrega, venda direta (venda na própria casa), e pedidos via WhatsApp e ainda o Instagram. Samila Pinheiro, garante um faturamento mensal de 10 a R$15 mil no final de cada mês, com um trabalho feito à base de muito carinho, dedicação, e compromisso com a entrega dos dindins aos clientes da cidade. A empreendedora Samila
conta hoje com a colaboração de duas funcionárias, que ajudam na entrega e nas vendas do produto impactando e sendo exemplo para que outras futuras empreendedoras, abram o próprio negócio.
“Nada é fácil na vida, mas com amor, carinho e muita dedicação, paciência, e acima de tudo compromisso fiel com os clientes, tudo se torna mais adequado! Nós não vendemos apenas um dindin, mas uma experiência única, pois o nosso diferencial é a produção com higiene, amor, dedicação e o compromisso no final do mês com o próprio salário, sem falar que o trabalho faz as pessoas sonharem e alcançarem os seus reais objetivos e desejos, especificamente, nesta época de tempos difíceis que estamos vivendo ”, finalizou Samila.
Exemplos como este de Samila Pinheiro, que sinaliza como uma futura grande empreendedora, torna o sonho, objetivo e desejos de que outros clientes, venham a fazer parte deste compromisso fiel consigo mesmo e com todos, pois, se o negócio for bem planejado, organizado e tiver um severo controle de tudo que entra e sai, (caixa 1 ) tudo fica mais fácil e a satisfação é visível no final de todo mês, após receber o salário.

Fonte: JCAM

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui