Por: Gerson Severo Dantas
A Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, divulgada nesta quarta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que em agosto a produção industrial no Amazonas apresentou uma leve retração de -0,7% em relação ao mês anterior de julho, quando registrou um expressivo crescimento de 6,9%.
O resultado ficou abaixo da média nacional, que encerrou o mês com um saldo positivo de 0,1%, e com isso deixou o Amazonas na sétima posição do ranking nacional de produção. Em agosto, apenas cinco Estados obtiveram variação positiva no mês.
As Unidades da Federação que apresentaram os melhores desempenhos no índice de produção industrial foram Ceará (2,7%), Minas Gerais (1,8%) e Bahia (0,8%); enquanto Paraná (-3,5%), Pará (3,5%) e Rio Grande do Sul (-3%) apresentaram os piore resultados.
No índice de variação acumulada no ano, a produção industrial do Amazonas, em agosto, fechou em 2,9%. O decréscimo de 0,3 p. p. em relação ao mostrado no mês anterior foi suficiente para colocar a produção industrial amazonense abaixo da média nacional de 3,0%, e na 11ª posição no ranking das Unidades da Federação. Os melhores resultados foram registrados em Rio Grande do Norte, com 13,7%; Ceará, com 8,9% e Santa Catarina, com 6,4%; enquanto os piores desempenhos foram registrados em Rio Grande do Sul, com 0,6%; Espírito Santo, com 0,0% e Pernambuco, com 2,4%.
Entre as seções e atividades industriais, comparado ao mesmo mês do ano anterior, a atividade de fabricação de máquinas e equipamentos teve a maior variação em agosto, com 53,5%, superando com grande margem a vista no mês anterior, de 32,3%. O resultado positivo da atividade foi influenciado em grande medida pela fabricação de aparelhos de ar-condicionado.
Em seguida, a atividade com maior destaque foi a fabricação de produtos diversos, que alcançou a variação de 27,3%, influenciado principalmente pela fabricação de lentes para óculos e artefatos de joalheria.
A próxima atividade dentre as que apresentaram o melhor desempenho foi a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, que apresentou a variação de 17,4%. Dentre os produtos com as piores variações, estão a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, que teve retração de -58,3%; e a fabricação de bebidas, com -45,3% de retração.
Fonte: Real Time 1



