Documento já foi entregue ao Dnit para balizar a chamada de licitação para contratação de empresa responsável pelas obras.

Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), em parceria com o Grupo Chibatão, divulgou nesta segunda-feira (6/5) um estudo inédito que recomenda um serviço de dragagem na foz do rio Madeira e na região do Tabocal (próximo a Itacoatiara). A medida busca prevenir os prejuízos à navegação de grande porte e ao transporte de insumos para as indústrias da Zona Franca de Manaus (ZFM), antecipando-se a uma possível estiagem severa no segundo semestre de 2024.

O estudo, entregue ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do Ministério dos Transportes, sugere a dragagem de 6 quilômetros dos rios. Isso inclui 2 quilômetros na região do Tabocal, com a remoção de 40 mil metros cúbicos de areia, e 4 quilômetros na parte norte da enseada do Madeira, com a retirada de 586 mil metros cúbicos de areia e lama, conforme explicado por Jhony Fidelis, diretor-executivo do Grupo Chibatão.

A proposta já entregue ao Dnit vai orientar as ações do Ministério dos Transportes para o lançamento de licitações e investimentos na contratação da empresa responsável pela dragagem. Os líderes do Cieam e executivos do Grupo Chibatão esperam que os dados permitam acelerar o processo licitatório e garantir que as obras ocorram nos locais corretos.

Os dirigentes estão otimistas quanto ao início das obras em agosto deste ano, permitindo que durante o pico da seca, entre setembro e outubro, os navios de grande porte possam navegar nessas áreas sem prejuízos à economia local. “Não pode mais ser tratado de forma emergencial. Tem que ser uma dragagem preventiva”, ressalta Jhony Fidelis.

No ano passado, uma seca histórica no estado causou grandes prejuízos à economia local devido à dificuldade de navios de carga alcançarem o rio Amazonas com insumos para a ZFM e para o transporte de produtos fabricados no Polo Industrial.

Augusto César Rocha, coordenador da Comissão Logística do Cieam, criticou as obras emergenciais e milionárias de dragagem realizadas anteriormente pelo governo federal, que não tiveram o efeito desejado. Segundo ele, a falta de infraestrutura adequada na região é um problema histórico de negligência do governo federal.

“O Estado brasileiro não se preocupa em fazer infraestrutura na Amazônia. O país não é só o litoral. A Amazônia é muito negligenciada. A gente não tem hidrovia, não tem porto, não tem sinalização, não tem dragagem e manutenção do calado. É um problema secular”, criticou.

A reportagem contatou o Dnit para obter informações sobre a licitação, investimentos e o cronograma das obras de dragagem no Amazonas, mas não recebeu resposta até o fechamento desta matéria

Fonte: Real Time 1

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