Membros da indústria e comércio convidados para acompanhar quais serão os próximos passos do Amazonas na reforma tributária entenderam que o estado ainda está longe de ter um jogo ganho
Atualizado em 08/05/2025 às 18:00
Membros da indústria e comércio convidados para acompanhar quais serão os próximos passos do Amazonas na reforma tributária entenderam que o estado ainda está longe de ter um jogo ganho. O coordenador do Comitê de Assuntos Tributários Estratégicos (Cate), da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM), Nivaldo Mendonça, informou que o texto da regulamentação ainda pende de ajustes essenciais para o Amazonas, com doze pontos de atenção no Regulamento do Imposto sobre Bens e Serviços (RIBS).
Um dos pontos de preocupação apontados é o incentivo ao refino de petróleo na Zona Franca de Manaus (ZFM), incluído de última hora no primeiro texto de regulamentação da reforma tributária. Nivaldo Mendonça destacou que não foi uma proposta do governo, que avalia o impacto na arrecadação advinda dos combustíveis vendidos no território amazonense.
Outra questão levantada pelo coordenador do Cate é sobre os benefícios para a indústria não incentivada, que possui isenções parciais por parte da Sefaz. Nivaldo Mendonça afirmou que houve uma falha na redação do primeiro projeto de lei complementar e que o corpo técnico está com problemas para resolver a situação.
Para a chefe de controladoria da Kawasaki, Leila Barros, a situação da reforma tributária ainda está muito vaga em relação ao Amazonas, apesar da manutenção das vantagens da ZFM ter sido conquistada pela bancada federal durante a tramitação da emenda constitucional e da primeira regulamentação.
Nas próximas semanas, o Cate focará em algumas estratégias para garantir as vantagens do modelo na reforma tributária. Uma delas é propor uma alteração na lei complementar 214/25 por meio do projeto de lei complementar (PLP) 108/2024, relatado pelo senador Eduardo Braga (MDB), para habilitar a indústria não incentivada da ZFM. Ainda pretende-se acompanhar as leis dos fundos de compensação, que ainda não foram enviadas pelo governo federal.
Calendário
As audiências públicas sobre o PLP 108/2024 começariam essa semana, mas foram adiadas por problemas de saúde do pai do senador Eduardo Braga. A ideia é de que os debates se encerrem até o início de junho, mês em que o texto deve ser votado pelos senadores.
O projeto cria um comitê gestor para coordenar a arrecadação do IBS e a distribuição dos respectivos valores entre estados e municípios. O novo tributo unifica o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), estadual, e o Imposto Sobre Serviços (ISS), municipal.
Enquanto o comitê oficial não é criado, a primeira lei complementar instituiu um comitê temporário para elaborar o regulamento do IBS e tem previsão para encerrar as atividades em 31 de dezembro de 2025.
Fonte: Acrítica



