Em 2024, o Brasil exportou um total de US$ 40,4 bilhões para os Estados Unidos, consolidando a relação comercial entre os dois países, que apresenta um superávit a favor dos EUA há 17 anos.
Os produtos brasileiros têm uma presença significativa no mercado americano, com destaque para itens como aeronaves, petróleo bruto e café, que dominam as exportações.
O Amazonas, com suas riquezas naturais e produtos florestais, mantém seu papel importante no comércio exterior, mesmo não ocupando as posições mais altas na lista dos maiores exportadores.
São Paulo e Rio de Janeiro: Os gigantes das exportações
São Paulo foi o estado que mais exportou para os Estados Unidos em 2024, com US$ 13,6 bilhões. O destaque de São Paulo foi a exportação de aeronaves, especialmente da Embraer, que continua a ser o maior item exportado pelo estado.
O setor aéreo, em particular, tem grande peso na balança comercial entre o Brasil e os EUA, com destaque para a produção de aviões e peças.
O Rio de Janeiro, segundo maior exportador, somou US$ 7,4 bilhões em vendas para os Estados Unidos, com o petróleo bruto representando uma parcela significativa dessas exportações.
O estado é um dos principais produtores de petróleo do Brasil, e as exportações de petróleo bruto são um dos pilares da economia carioca.
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Diversificação das exportações
Embora São Paulo e Rio de Janeiro liderem as exportações, outros estados também têm participação importante. Minas Gerais, por exemplo, exportou US$ 4,6 bilhões para os EUA em 2024, com destaque para os produtos minerais e metais. Espírito Santo, outro estado com forte atividade industrial, teve exportações de US$ 3,1 bilhões, com foco principalmente em produtos semimanufaturados e ferro.
Além do petróleo, aeronaves e produtos minerais, estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Bahia e Pará também se destacam em diferentes setores, como café, celulose, e produtos agrícolas.
O papel do Amazonas nas exportações para os EUA
Apesar de não ocupar as primeiras posições no ranking de exportações, o Amazonas tem um papel estratégico nas exportações brasileiras para os EUA.
Em 2024, o estado exportou cerca de US$ 800 milhões, com destaque para produtos da floresta, como madeira e derivados, além de minerais.
A biodiversidade do Amazonas e seus recursos naturais tornam o estado um fornecedor essencial para o mercado americano, especialmente em setores como o de produtos florestais e recursos naturais.
Embora as exportações do Amazonas sejam menores em comparação com São Paulo e Rio de Janeiro, a contribuição do estado é importante para o fortalecimento do comércio bilateral.
Os produtos amazônicos atendem a demandas específicas no mercado dos EUA, como materiais utilizados na construção, móveis e outros derivados da madeira, além de produtos alimentícios.
O impacto das tarifas de Trump
Em julho de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas adicionais para diversos produtos importados de países como o Brasil.
Essas tarifas, que entrarão em vigor em agosto de 2025, podem impactar fortemente as exportações brasileiras, especialmente os produtos mais representativos de estados como São Paulo e Rio de Janeiro.
Trump justificou a decisão alegando que o Brasil possui um déficit comercial insustentável com os EUA e criticou o tratamento dado pelo Judiciário brasileiro a empresas de tecnologia americanas.
As tarifas adicionais poderão afetar um mercado de exportação de 40 bilhões de dólares, impactando principalmente setores como o de petróleo, aeronaves e produtos agrícolas. A expectativa é que as tarifas elevem os preços dos produtos brasileiros no mercado americano, o que pode diminuir a competitividade dos produtos nacionais.
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A lista completa de exportações por estado
Abaixo, apresentamos a lista detalhada das exportações brasileiras para os Estados Unidos em 2024, conforme os dados do Comex Stat, MDIC, fornecidos pelo Nexo Jornal. A lista mostra a contribuição de cada estado, destacando os valores em bilhões de dólares:
- São Paulo: US$ 13,6 bilhões
- Rio de Janeiro: US$ 7,4 bilhões
- Outros: US$ 4,8 bilhões
- Minas Gerais: US$ 4,6 bilhões
- Espírito Santo: US$ 3,1 bilhões
- Rio Grande do Sul: US$ 1,8 bilhão
- Santa Catarina: US$ 1,7 bilhão
- Paraná: US$ 1,6 bilhão
- Bahia: US$ 0,9 bilhão
- Pará: US$ 0,8 bilhão
Para conferir a lista completa, acesse a tabela.
Fonte: Real Time 1



