Jefferson Ramos

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23/11/2022 às 17:26.

Atualizado em 23/11/2022 às 17:26

Sidney participou hoje da primeira reunião no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) onde a coordenação dos trabalhos da equipe de transição está instalada.

A apresentação de uma proposta para manter a competitividade de 100% das empresas da Zona Franca de Manaus (ZFM) passa pelo anúncio do nome do ministro da Economia do governo Lula, o que até agora ainda não foi feito pelo presidente eleito Luíz Inácio Lula da Silva (PT).

O deputado federal reeleito Sidney Leite (PSD), nomeado nesta terça-feira (22) para integrar a equipe de transição de Lula na área de indústria, comércio e serviços, disse que a redução do IPI tomada pelo governo do presidente Bolsonaro (PL), que prejudicou a competitividade do modelo, será discutida pela transição petista.

Sidney participou hoje da primeira reunião no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) onde a coordenação dos trabalhos da equipe de transição está instalada.

Ele evitou dizer se o novo governo pretende derrubar o decreto de Bolsonaro que salvaguarda apenas 97% das empresas da ZFM, deixando de fora um faturamento de R$ 4,8 bilhões.

“Confesso que não posso falar porque tirando a figura do vice-presidente eleito que tem emitido algumas opiniões, inclusive, sobre a questão da PEC da transição em relação a questão fiscal. Ainda não tem a figura escolhida do ministro da Economia. Fica muito mais no campo da especulação do que do fato concreto”, alega Leite.

Sidney Leite que o governo Lula só toma posse no dia 1° de janeiro e mesmo assim, segundo ele, seja quem for o ministro da área econômica, ele ainda vai precisar de alguns dias para ficar inteirado da situação.

A edição impressa de  fim de semana de A CRÍTICA mostrou que empresas de setores que ficaram de fora dos 97% resguardados estão represando atividade no Polo Industrial de Manaus após a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7153, que corria no Supremo Tribunal Federal (STF), ter sido extinta na semana passada sem resguardar 100% do Polo Industrial.

Empresas dos setores termoplástico, brinquedos, iluminação, fitness e até do polo de duas rodas, notadamente o de bicicletas (um dos principais da Zona Franca) tiveram a competitividade reduzida em comparação a outras praças. O efeito negativo aconteceu após os decretos federais reduzirem o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 35% sem criar uma exceção a toda a produção do Polo de Manaus.

Fonte: Acrítica

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