Um ar-condicionado é produzido a cada 17 segundos no Polo Industrial de Manaus. A informação é da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletrônicos (Eletros). A capital amazonense abriga 13 fábricas especializadas que representam o segundo maior polo produtor do segmento no Brasil.

No ano passado, as empresas instaladas na capital amazonense atingiram produção de mais de 4 milhões de unidades, a maioria do tipo Split.

O faturamento, em 2022, superou a marca de US$1,5 bilhão de dólares, conforme os indicadores de Produtividade da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

De janeiro até julho deste ano, o segmento de condicionadores de ar do PIM acumula uma alta na produção. Dos equipamentos do tipo janela, a produção somou 83.872 unidades, o que significou um crescimento de 95% na comparação com o mesmo período de 2022.

Já os de tipo split totalizaram 2.196,205 unidades fabricadas no PIM, uma alta de 31,6% frente ao ano passado, de acordo com os dados da Suframa.

“Dos mais de cem mil empregos existentes no Polo Industrial de Manaus (PIM), dez mil empregos diretos e 35 mil indiretos são gerados somente com o ar-condicionado. O ar-condicionado responde por 8% do faturamento do PIM” ressaltou o presidente da Eletros, Jorge Júnior.

O setor reuniu em Manaus, na semana passada, para debater temas como sustentabilidade ambiental, eficiência energética, política industrial e medidas para o fortalecimento da indústria de ar-condicionado.

Um dos pontos é melhorar a regulação do Processo Produtivo Básico (PPB), o que permitiria ampliar a capacidade produtiva e modernização tecnológica. A fixação de uma lei que estabelece prazo para a liberação dos PPBs é um alento, mas os empresários avaliam que é preciso avançar na questão técnica.

Além da expansão da produção este ano, o setor de condicionadores de ar apresenta número de vendas superior ao de equipamentos produzidos. Os dados fornecidos pela Suframa mostram que, até julho, as empresas faturaram US$790 milhões de dólares.

Os equipamentos seguem de Manaus para abastecer os mercados consumidores no restante do país. Só este ano, do total de produções, apenas 4% foi vendido no estado. O restante, equivalente a mais de 2 milhões de condicionadores seguiu para outros estados.

Fonte: Real Time1

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