Governo avalia que tarifaço de Donald Trump não deverá provocar efeitos significativos nas empresas do polo industrial
Lucas dos Santos
Atualizado em 20/07/2026 às 10:08
“Além disso, na pauta de exportações para os Estados Unidos, quase metade diz respeito à motos de competição, que a princípio, não seriam afetadas pelo tarifaço (são motos especiais, feitas sob encomenda). Trata-se, portanto, de um efeito marginal. A maior parte da produção do PIM destina-se ao mercado interno brasileiro, o que reduz significativamente o impacto da medida anunciada”, estima a Sedecti.
Até junho deste ano, o Amazonas vendeu US$ 35,8 milhões em produtos para os Estados Unidos, sendo o quinto principal destino das exportações, atrás de Alemanha (US$ 130,4 milhões), China (US$ 69,6 milhões), Colômbia (US$ 58,8 milhões) e Argentina (US$ 52,8 milhões). Os principais itens exportados foram motocicletas, partes e acessórios dos veículos automóveis, fibras óticas e feixes de fibras óticas, óleos de petróleo ou minerais betuminosos e cocos, castanha do Brasil e castanha de caju.
A secretaria ressaltou ainda que a balança comercial entre a ZFM e os Estados Unidos é amplamente favorável aos americanos, já que as empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) importam quase 17 vezes mais do que é exportado para o território norte-americano. Até junho deste ano, foram comprados US$ 625 milhões.
“Ou seja, os EUA mantêm um superávit expressivo no comércio bilateral com a ZFM, o que significa que uma “guerra comercial” tende a ser mais desfavorável a eles e relativiza ainda mais qualquer efeito negativo à economia amazonense. Em resumo, o aumento de tarifas tem baixo potencial de impacto real sobre a economia da Zona Franca de Manaus”, completou.
Fonte: Acritica



