Publicado 14/03/2026 • 14:59 | Atualizado há 3 dias

Allan Ravagnani

  • Manaus investe R$ 14,5 milhões no Parque Tecnológico da Ilha de São Vicente com foco em biotecnologia, TI e eletroeletrônicos no Centro Histórico
  • Hub de startups ocupa dois casarões restaurados com mais de 70 estações de coworking e ambientes de capacitação ligados à Zona Franca de Manaus
  • Projeto integra o programa Manaus Cidade Global 2033 e usa financiamento não reembolsável da Finep via Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

Manaus vai transformar dois casarões restaurados no Centro Histórico em um parque tecnológico voltado a biotecnologia, tecnologia da informação e eletroeletrônicos.

O Parque Tecnológico da Ilha de São Vicente ocupa o Casarão da Inovação Cassina e o Casarão São Vicente, que passam a abrigar mais de 70 estações de coworking, salas empresariais e ambientes de capacitação. A proposta conecta o Centro Histórico à vocação produtiva da Zona Franca de Manaus e às cadeias globais de inovação.

O investimento total supera R$ 14,5 milhões, sendo mais de R$ 10,5 milhões provenientes de recursos não reembolsáveis da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) via Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

Hub de startups por edital

O ingresso de startups no parque ocorrerá pelo Programa Manaus Mais Inovação, por meio de processo de incubação sediado no Casarão Cassina. A seleção seguirá edital público com critérios alinhados às diretrizes do Distrito de Inovação do Largo de São Vicente.

O novo distrito integra o programa municipal “Nosso Centro”, que já promoveu intervenções urbanas na região. Nos primeiros mutirões, foram retiradas 900 toneladas de lixo, recuperado mais de um quilômetro de calçadas e modernizados 530 pontos de iluminação pública.

Requalificação urbana com foco econômico

O conceito do projeto vai além da restauração de fachadas. A prefeitura aposta na aproximação entre poder público, startups, universidades, indústria e investidores em um mesmo perímetro urbano.

A transferência de secretarias municipais para a área e a atração de empresas e hubs criativos fazem parte da mesma equação: ocupação contínua como vetor de segurança, valorização imobiliária e dinamização comercial. Mais de 100 pessoas em situação de vulnerabilidade também foram acolhidas e encaminhadas para atendimento social durante as intervenções.

Amazônia na disputa pela inovação

“Não se trata apenas de restaurar fachadas. Estamos estruturando um ambiente capaz de gerar negócios, atrair talentos e integrar Manaus às novas cadeias de valor da economia digital. O Centro volta a ser protagonista, agora como território de inovação”, afirmou o prefeito David Almeida.

A iniciativa se alinha ao planejamento “Manaus Cidade Global 2033”, estruturado em sete eixos que articulam crescimento econômico, inclusão social e sustentabilidade ambiental. O projeto se soma à entrega do Mirante Lúcia Almeida, do Largo de São Vicente e do Píer Turístico Manaus 355, consolidando o Complexo de São Vicente como eixo de convivência, turismo e negócios.

Ao combinar requalificação urbana com infraestrutura tecnológica e financiamento federal, Manaus sinaliza ao mercado sua intenção de disputar o debate nacional sobre inovação, transição energética e bioeconomia com ativos próprios: território, biodiversidade, indústria e capital humano.

Fonte: Times Brasil

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