Do ATUAL

MANAUS – As exportações do Amazonas em dólar em 2025 foram de US$ 939,89 milhões (R$ 5,75 bilhões) enquanto as importações somaram US$ 16,06 bilhões (R$ 86,4 bilhões – conversão pela cotação do dólar nesta quinta: R$ 5,40).

Os números foram divulgados pela Sedecti (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação) e são referentes à Balança Comercial do Amazonas.

As importações incluíram predominantemente bens intermediários e insumos industriais destinados ao ciclo produtivo do Polo Industrial de Manaus. A entrada desses componentes e matérias-primas sustenta a atividade industrial local.

Desde 2018, as importações se mantiveram acima de US$ 9,9 bilhões por ano e em patamares superiores a US$ 13 bilhões a partir de 2021. Em 2024, o estado registrou o maior volume da série, com US$ 16,14 bilhões, enquanto em 2025 o acumulado até dezembro alcançou US$ 16,06 bilhões, mantendo o elevado nível observado nos últimos anos.

Exportações

Na série histórica, as exportações também foram crescentes, mas sempre abaixo do volume de importação. Entre 2018 e 2021, o valor exportado passou de US$ 678,91 milhões para US$ 867,94 milhões. Em 2020, na época d pandemia de Covid-19, o total foi de US$ 786,71 milhões.

A partir de 2022, o estado superou de forma consistente o patamar de US$ 900 milhões, alcançando US$ 903,83 milhões naquele ano e US$ 922,67 milhões em 2023. Em 2024, o Amazonas registrou o maior valor da série histórica, com US$ 970,41 milhões exportados.

No ano passado, o acumulado até dezembro somou US$ 936,85 milhões, mantendo-se em nível elevado e próximo ao recorde.

Resultado de dezembro

No fechamento do ano, em dezembro de 2025, a corrente de comércio do Amazonas alcançou US$ 1,23 bilhão, resultado da soma entre US$ 95,92 milhões em exportações e US$ 1,13 bilhão em importações.

Entre os principais destinos das exportações no mês estão: Alemanha, com ouro (incluído o ouro platinado) em outras formas semimanufaturadas para usos não monetários, no valor de US$ 36,99 milhões, representando 96,39% do total exportado para o país; e a China, com ferronióbio, totalizando US$ 8,56 milhões, equivalente a 80,32% das exportações destinadas ao mercado chinês.

No campo das importações, destacaram-se: China, principal origem, com o produto “Outros suportes gravados, para reprodução de fenômenos diferentes de som ou imagem”, no valor de US$ 73,53 milhões, correspondendo a 17,38% das importações provenientes daquele país. E em seguida, Estados Unidos, com “Outros óleos de petróleo ou de minerais betuminosos e preparações, exceto desperdícios”, no valor de US$ 28,48 milhões, equivalente a 37,76% das importações originárias desse parceiro.

Destaque por municípios

Entre os municípios exportadores em dezembro, Presidente Figueiredo se destacou com exportações de ferro-ligas para a China, no valor de US$ 8,56 milhões (R$ 42,8 milhões). Itacoatiara exportou madeira serrada para os Estados Unidos, somando US$ 492,11 mil (2,46 milhões).

No grupo dos municípios importadores, Itacoatiara registrou importações de derivados de petróleo dos Estados Unidos, no valor de US$ 20,74 milhões (R$ 103,7 milhões). Iranduba importou equipamentos como guindastes e estruturas de movimentação de cargas da China, totalizando US$ 1,34 milhão (R$ 6,7 milhões).

A balança comercial do Amazonas é elaborada mensalmente pelo Degeo (Departamento de Estatística e Geoprocessamento), da Seplan (Secretaria Executiva de Planejamento), e reúne dados sobre exportações, importações, países parceiros e desempenho dos municípios.

Fonte: Amazonas Atual

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