Especialista aponta mudanças estruturais que já impactam empresas de todos os setores

Com informações da Assessoria / portald24@diarioam.com.br
Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 06:30

Manaus – O mundo corporativo vive uma mudança estrutural sem precedentes. Inteligência Artificial em escala, decisões orientadas por dados, agentes autônomos e execução inteligente deixaram de ser tendências e passaram a integrar a base operacional das empresas. O movimento já atinge organizações de todos os setores: indústria, serviços, tecnologia, saúde, educação, finanças e consultoria, e redefine a lógica de gestão, competitividade e crescimento sustentável.

Presente na NRF 2026 – Retail’s Big Show, maior conferência global de varejo, realizada em Nova York, o consultor Marx Gabriel, da MB Consultoria, acompanhou os principais debates internacionais sobre transformação empresarial, reunindo análises estratégicas que hoje se aplicam diretamente ao mundo corporativo como um todo.

“A mensagem central é clara: a vantagem competitiva não pertence a quem tem a tecnologia mais moderna, mas a quem consegue executá-la com inteligência, dados confiáveis e uma cultura preparada para mudança”, pontuou.

Embora a NRF seja tradicionalmente um evento voltado ao varejo, os aprendizados observados por Marx são transversais e universais, impactando empresas de qualquer natureza: manufatura, serviços, tecnologia, saúde, educação, consultoria e setor financeiro.

Do projeto piloto ao sistema operacional dos negócios
Durante o evento, ficou evidente a transição da Inteligência Artificial de “projeto piloto” para “sistema operacional dos negócios”. No painel de abertura, líderes globais reforçaram essa mudança estrutural.

“O varejo já entrou em um novo ciclo tecnológico, no qual IA, personalização e agentes inteligentes passam a estruturar a forma como consumidores descobrem produtos, tomam decisões e concluem compras”, afirmou Sundar Pichai, CEO do Google e Alphabet.

Segundo a análise de Marx Gabriel, essa mudança não se restringe ao varejo, mas se estende a bancos, seguradoras, empresas de SaaS, consultorias, indústrias e organizações de serviços.

O conceito de “Agentic Operations” ganhou protagonismo no debate global. Trata-se do uso de agentes de IA autônomos capazes de executar tarefas complexas ao longo da jornada do cliente, desde recomendações e compras até análise de crédito, triagem de projetos, otimização de produção e logística.

Os dados apresentados na conferência demonstram a escala dessa transformação: o Google processa mais de 50 bilhões de buscas direcionadas à descoberta em tempo real, com 2 bilhões de registros atualizados por hora.

“Catálogo de produtos, preços e descrições bem estruturados são investimentos obrigatórios. Sem isso, não existe agentic commerce”, afirma Angie Brown, do The Home Depot.

O crescimento da IA também foi evidenciado por dados globais: em 2024, foram processados 8,3 trilhões de tokens relacionados à IA; em 2025, o número saltou para mais de 90 trilhões, crescimento de 11 vezes em apenas um ano.

Experiência, escuta do cliente e diferenciação

A NRF 2026 também reforçou que a diferenciação competitiva se desloca cada vez mais para a experiência e a autenticidade. O case da Abercrombie & Fitch mostrou que a reinvenção da marca veio da escuta ativa do consumidor, resultando em 11 trimestres consecutivos de crescimento até 2025.

Durante visita à sede do Pinterest, em Nova York, com Oshry Vidal (liderança do time de vendas), emergiu outro insight central: o maior inimigo das empresas não é a concorrência, mas a indecisão do cliente.

O ator Ryan Reynolds reforçou três pilares estratégicos: autenticidade, velocidade e conexão emocional.

Execução como centro da transformação

A síntese do evento foi expressa na fórmula apresentada por Marx Gabriel: Transformação = Estratégia + Cultura + Dados (com tecnologia aplicada ao que gera valor). O consultor também fez um alerta direto.

“Estratégia sem execução é apenas um documento. Dados sem interpretação são apenas números. Tecnologia sem propósito é apenas custo. Mas a combinação dos três cria um motor de transformação real”, afirmou.

Segundo o consultor, as empresas estão migrando de “IA como novidade” para “IA como execução”, e as que não se adaptarem rapidamente tendem a perder competitividade.

Para Marx, a NRF 2026 não foi apresentada como um evento sobre o futuro, mas como um retrato do presente. A transformação já começou, e as empresas que não agirem rapidamente ficarão para trás.

Fonte: D24am

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