Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília
Márcio Elias Rosa destaca o sucesso da Zona Franca de Manaus com R$ 44 bilhões em projetos de inovação.
Publicado em: 24/04/2026 às 15:41 | Atualizado em: 24/04/2026 às 16:10
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, disse nesta sexta-feira (24 de abril) que o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) está “dando muito certo” dentro da política Nova Indústria Brasil.
A política fomenta a neoindustrialização na Amazônia com foco em bioeconomia, sustentabilidade e inovação de produtos.
O novo ministro, que substituiu o vice-presidente Geraldo Alckmim no cargo, foi o entrevistado do programa Bom Dia, Ministro da Empresa Brasil de Comunicação.
Ele respondeu perguntas de jornalistas de vários veículos de comunicação do Brasil, entre os quais o BNC Amazonas.
“Nestes últimos três anos a gente assistiu a um aumento significativo de projetos e investimentos na Zona Franca de Manaus e também a destinação, dentro do Nova Indústria do Brasil, de recursos e de projetos. Nós temos 29 mil projetos aprovados na região envolvendo R$ 44 bilhões”, disse o ministro.
Segundo ele, os recursos estão mais associados a projetos de descarbonização ou de bioeconomia em razão também do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia.
Trata-se da principal ferramenta para promover uma economia baseada no uso sustentável da biodiversidade até 2035.
“Hoje nós vivemos pleno emprego, assistimos a índices muito bons do ponto de vista econômico e do ponto de vista social. O eixo tem sido a nova política que funciona como um grande guarda-chuva para projetos associados a industrialização com suas seis missões. A Suframa e a Zona Franca de Manaus vem funcionando e muito bem”.
Elias Rosa acrescentou:
“Só para ter uma ideia, a última reunião, que eu mesmo presidi da Suframa, nós aprovamos 83 projetos de investimento na região. E lá na Zona Franca de Manaus tá dando muito certo, você tem razão. Acho que o caminho é esse”.
O ministro também destacou a reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), presidida por ele, na qual foram aprovados 83 projetos industriais e de serviços na Zona Franca de Manaus, com investimentos de R$ 1,17 bilhão.
“O Brasil tem um grande ativo para oferecer ao mundo, que é a possibilidade de fazer a transição energética, utilizando não apenas a nossa energia elétrica de fonte renováveis, mas também a bioenergia para gerar uma nova fonte de energia sustentável”, disse.
CBA
Elias Rosa também destacou o papel do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), com sede em Manaus.
Ele lembrou que o CBA voltou a funcionar junto com uma OS (organização social) no primeiro semestre deste terceiro mandato do presidente Lula da Silva, que definiu como eixo explorar os recursos da Amazônia de maneira sustentável para criar emprego e renda para a população local.
“E isso tem acontecido. Há bons projetos de aproveitamento de recursos naturais naquela região dando sustentabilidade econômica e também ambiental. Acho que é o futuro”.
Segundo o ministro, a expectativa é de melhores no próximo ano, quando haverá nova licitação para contrato de gestão.
“O CBA entrou em funcionamento como bionegócio somente agora. Acho que a partir do ano que vem nós teremos uma discussão mais estruturada e bons resultados para colher. Acredito muito nesse projeto”, disse.
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Fonte: BNC Amazonas



