No total, o país exportou US$ 33,16 bilhões em agosto, crescimento de 12,2% na comparação anual

Publicado: 16/09/2026 – às 14h58Atualizado: 16/09/2026 – às 13h01| 3 min de leitura
Novos dados divulgados na Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do IBGE apontam um avanço de 0,2% na atividade industrial do Brasil entre junho e julho de 2026. O crescimento vem após dois meses de queda; dos 15 polos avaliados pelo IBGE, pelo menos oito cresceram.
A principal alta foi registrada no Amazonas, que cresceu 14,6% (consideravelmente acima das demais), resultado que se deve, em parte, ao retorno das atividades industriais após o período de interrupção para as férias coletivas.
A produção amazonense encerrou o mês de julho 2,8% acima do nível registrado no mesmo período do ano passado, com produtos como derivados de petróleo e biocombustíveis, produtos feitos de borracha e plástico e equipamentos de transporte.
O principal polo industrial do estado do Amazonas é o Polo Industrial de Manaus (PIM), parte integrante do modelo da Zona Franca de Manaus (ZFM), que emprega mais de 138 mil trabalhadores e responde por cerca de 85% da economia de Manaus.

Depois do Amazonas, os maiores avanços na comparação com junho foram registrados pelo Espírito Santo, com 2,0%, e pelo Rio Grande do Sul, com 1,2%. Goiás teve alta de 0,8%, Santa Catarina avançou 0,7%, São Paulo cresceu 0,5%, a Bahia teve expansão de 0,4% e Minas Gerais, de 0,3%.

Na comparação com julho de 2025, no entanto, a produção industrial brasileira total recuou 0,5% no acumulado geral.

Do lado negativo, as maiores quedas foram registradas em Mato Grosso (-9,0%), Pará (-4,5%), Ceará (-1,8%), Pernambuco (-1,8%) e Paraná (-1,7%).

O maior crescimento em relação ao período equivalente de 2025 foi o do Espírito Santo, que teve alta de 12,8%, motivada pelo crescimento das indústrias extrativas de minérios de ferro, petróleo bruto e gás natural.

O Rio Grande do Sul apresentou o segundo maior crescimento na comparação anual, com alta de 7,0%.

Já São Paulo, estado que concentra o maior parque industrial do país, apresentou alta de 0,5% na passagem de junho para julho, mas queda de 2,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

O principal destaque foi a fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, que avançou 12,2% em relação a junho. Também houve crescimento na fabricação de outros equipamentos de transporte (11,2%), produtos do fumo (11,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,3%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (2,6%), produtos alimentícios (1,0%) e derivados do petróleo e biocombustíveis (1,1%).

Segundo os dados consolidados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações agropecuárias somaram US$ 7,39 bilhões em agosto de 2026, alta de 11,4% ante agosto de 2025.

No total, o país exportou US$ 33,16 bilhões em agosto, crescimento de 12,2% na comparação anual, e a indústria extrativa cresceu 16,4%, para US$ 8,35 bilhões, enquanto a indústria de transformação avançou 10,2%, alcançando US$ 17,17 bilhões.

A soja continuou a ser o maior produto exportado do agro em agosto, com vendas de US$ 4,41 bilhões.

Fonte: Fórum

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui