Banco Central reduziu os juros básicos pela quinta vez seguida e a inflação dos últimos 12 meses recuou para dentro da meta, um alívio que chega aos poucos ao consumidor amazonense.

O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano, mantendo a sequência de cortes iniciada nos últimos meses. A autoridade monetária evitou sinalizar qual será o próximo passo, afirmando que o ritmo dos ajustes seguintes vai depender de novos dados da economia e pedindo cautela diante de um cenário ainda cercado de incertezas.

O corte veio acompanhado de uma notícia positiva no front da inflação: o IPCA de agosto registrou deflação de 0,32%, primeira queda mensal em um ano, levando o índice acumulado em 12 meses a 4,22%, abaixo do teto da meta perseguida pelo governo pelo segundo mês consecutivo. O dólar, por sua vez, fechou estável na véspera da decisão, cotado a R$ 5,15.

Para quem mora em Manaus e no interior do Amazonas, esse conjunto de sinais tende a se traduzir em alívio gradual, não imediato. Juros mais baixos costumam baratear aos poucos o crédito consignado, o financiamento de veículos e imóveis e as parcelas do cartão, embora bancos e financeiras levem algumas semanas para repassar o corte às taxas cobradas do consumidor final. Já a desaceleração da inflação ajuda a conter a pressão sobre itens da cesta básica e de serviços, que costumam pesar mais no orçamento das famílias amazonenses por causa do custo de transporte de mercadorias até a região.

O dólar estável também é uma boa notícia para a economia local, fortemente dependente de insumos importados pela Zona Franca de Manaus: uma moeda americana sob controle ajuda a evitar repasses de preço em eletrônicos, eletrodomésticos e outros produtos industrializados na região, além de manter mais previsível o custo de viagens internacionais para quem sai de Manaus rumo ao exterior.

Fonte: Portal do Holanda

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